Embala-me dentro do teu útero
Para que não sinta frio
Colhe-me nos teus braços
Abraçando-me com carinho
Tapa-me apenas com um trapo já velho
Reza um belo remendado rosário
De pétalas colhidas das mais belas rosas
Pois mãe um dia serei como tu
Quando as andorinhas chegarem
À minha janela num belo dia de Primavera
No corredor da vida e então minha mãe
Me sentirei criança a olhar para ti de novo.
MÃE
Embala-me dentro do teu útero
Para que não sinta frio
Colhe-me nos teus braços
Abraçando-me com carinho
Tapa-me apenas com um trapo já velho
Reza um belo remendado rosário
De pétalas colhidas das mais belas rosas
Pois mãe um dia serei como tu
Quando as andorinhas chegarem
À minha janela num belo dia de Primavera
No corredor da vida e então minha mãe
Me sentirei criança a olhar para ti de novo.
As noites são de sofrimento
O medo rasga-me a dor no peito
Fujo dos carinhos, dos abraços, dos mimos
A desilusão rasgou a magia, do encantamento
Transformando o encantamento em desencanto
Já não sou a mesma de à trinta anos
Cresci, amadureci
Sou uma mulher madura, sofrida , vivida
Optimista, apaixonada pela vida,
A vida está cheia de belas recordações
Lindas lembranças. doces que guardarei sempre
Quantas loucuras, insanidades
Eu já fiz contigo, não há dor maior
Que a dor da desilusão
Deixa-me em pedaços e na escuridão
Num suspiro vês a morte a sorrir
Aceito o meu triste destino feito em frangalhos
Derrotada pelo sentimento do amor
já não sou a mesma cresci
Amadureci, sou mais exigente
Se me amas, se me queres corteja-me
Deseja-me como se me conhecesses hoje.
Dizes-me meu amor
Que estou gelada e fria
Talvez, talvez
Eu apenas não consigo sentir
E dizer os meus sentidos
Sinto frio, frio, mais frio
Não consigo alcançar
A minha alma
Só consigo sentir tristeza
Quantas mentiras e memórias
Desaparecem e tornam-se verdades
Dentro do vazio da minha alma
Não pararia de correr
Mas eu sou forçada a desistir
É tão difícil, ver o meu rosto
No frio do espelho
Eu só quero saber no que me tornei
Mas, mal posso escrever estas linhas
Na parede das minhas orações
Soando como uma culpa
Ouvi e senti
Elas morrem em harmonia
Com a ganância e traição
Quero que sejas meu
E dês vida ao meu coração
Ao meu corpo frio, gelado de dor
Vivo com as memórias
Lançadas em melodias
Como eu posso fugir
Fugir desta dor sem fim