quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

ESPREITA ÓH MORTE

 ESPREITA ÓH MORTE

A morte espreita constantemente
Tantas vezes fingimos gostar
E afinal não gostamos quando nos procura
Queria parar o tempo, esse tempo sem retorno
Sem dor, sem afago, sem um sorriso
Da eternidade, da saudade que invade cada partida
Sem rosto, sem palavras, como se fosse o ultimo
Acordar num tempo e permanecer adormecida, esquecida
No mesmo tempo ao mesmo tempo ser diferente
Dos defeitos, das qualidades, teimosias que definem
Tantas vezes estarem certas, incertas
De entender como chorar, viver, olhar, acordar
Como se fosse o ultimo suspiro de amor, de vida
Dos sonhos que parecem reais que nos moldam
Que nos mudam, afinal contentamo-nos
Com tão pouco da certeza da vida na incerteza da morte.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca